quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ELEMENTOS A TER EM CONTA PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS

ELEMENTOS A TER EM CONTA 
PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS









TRIÂNGULO DA VIDA  

















A obtenção de resultados positivos na criação e reprodução de qualquer espécie animal poderá-se obter só se o criador tem a capacidade de saber combinar da melhor maneira os três principais factores que determinam ao sucesso ou ou fracasso dos nossos objectivos, e são os seguintes : Alimentação, Património Genético e o Ambiente.

Estes três factores são representados, pelo conhecido geneticista Walter, mediante um diagrama e que o mesmo Sr. Walter denomina " O Triângulo da Vida "sendo o lado da base o que representa o património genético, um dos outros dois lados representam a Alimentação e o outro lado representa o Ambiente ( entendendo com este termino tudo aquilo que tem a com as doenças ,as curas, o clima, o tipo de aviário, o espaço territorial, o grau de humidade e de luminosidade e sobre tudo a atenção e capacidade do criador com os seus animais).
A superfície do triângulo representa o individuo e a dita superfície, obviamente variara (conseguintemente variará também as condições de saúde, de fertilidade, de adaptação ao ambiente. etc) se alonga-se ou se ainda encurta-se que seja um só do seus três lados.
O triângulo da vida; segundo o geneticista Sr. Walter representa-se com um triângulo ( A,B,C ) e cujos lados ( A,C, e B,C ) são iguais e na base do triângulo ( A, B ) e que representa ao individuo será maior e isto indica que o criador tem sabido coordenar os factores ( Ambiente, Alimentação, Património Genético) do modo mais racional, obtendo um resultado óptimo.


Em troca se o triângulo A-B-C, o lado A-C, é mais curto por causa de uma deficiência alimentar isto comportara uma menor superfície do dito triângulo. Para obter um óptimo resultado, todos os seus três lados deveram estar no perfeito equilíbrio para assim obter a máxima superfície da sua área.

Ao exemplo do triângulo A-B-C , de lados totalmente iguais e uma superfície máxima é a indicação clara de que o criador tem sabido coordenar ao máximo os factores que influenciam sobre o pássaro, já que este expressaram ao máximo todas as características de seu próprio património herdado, de saúde, de adaptação ao ambiente e poderá gozar de uma máxima fertilidade.


Se ao contrario, sobrealimentamos o pássaro ou o que damos  de uma alimentação errónea, obtém-se uma superfície menor, e que corresponde a uma menor vitalidade do sujeito em questão, com toda a consequência que isto trás.
Argumentações similares podem-se realizar para o lado que representa o ambiente e para o lado que representam o Património Genético.

Em definitivo para conseguir resultados positivos na criação dos nossos pássaros deveremos ter em conta se os três lados ou melhor dizer se os factores principais do triângulo da vida estão todos bem coordenados de modo que se possa obter a máxima superfície, ou as melhores condições que o possamos dar aos nossos pássaros e que este não possa expressar o máximo das suas possibilidades individuais.

Por isto os criadores que desejam obter do seu aviário máximo de satisfações deveram fazer todos os esforços necessários ao fim de que nenhum dos seus lados do triângulo os factores principais seja deficitário ou ao contrário exorbitante as necessidades vitais dos pássaros que criamos já que uma alimentação quantitativamente rica ou excessiva em certos princípios alimentícios , e que resulta contraproducentes.


A ) MEIO AMBIENTE

1º Higiene

2º Superlotação excesso de aves

3º Humidade (Bactérias-fungos-Esporas-Antibióticos)
4º Temperatura
5º Ventilação: é por diferença nivelada ou forçada.
6º Iluminação


B ) ALIMENTAÇÃO
1º Sementes: Mistura-hidratos de carbono
2º Papa : (Proteínas mais de 16%)
3º Agua
4º Verdura
5º Frutas
6º Sementes (germinadas ou fervidas)


C ) GENÉTICA
1º) Selecção
2º) Sanidade


Trataremos agora de explicar alguns dos factores que afectam a manutenção dos nossos exemplares e tudo aquilo que ocasiona inconvenientes no nosso aviário.

O primeiro problema que surge é a má alimentação, se relacionarmos os nossos costumes, com a forma alimentar europeia estas assemelham-se.

Uma maneira de poder dar-nos conta que isto é certo, é durante o período das festas de fim de ano, onde são comuns as frutas secas, os torrões, o pão doce, e outros produtos que resultam de um alto valor calórico, para a nossa época onde a temperatura é alta.


Ao contrário na Europa do Norte, esses alimentos são compatíveis já que eles tem uma temperatura muito baixa.
A raiz disto, faz-se o mesmo com os canários, não variamos a alimentação, segundo o clima que tenhamos.

Começamos a dar-lhes comida forte em Agosto-Outubro e continuamos ao começar a criação, e logo a temporada finaliza em Abril-Maio, e ocorre que a alimentação segue sendo a mesma que quando começamos (forte), com um alto poder proteico, por tanto, devemos baixar o consumo de proteínas segundo os meses.

O costume de estender a temporada da criação, em meses quentes e continuamos com a mesma alimentação forte. Não se tem trocado nos meses de temporada quente, ocasionando para os meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro, o exemplar acumule um excesso de proteínas o que lhes ocasiona as mal chamadas “pestes ” ou granos nas patas ou detrás da traqueia produzindo o tradicional boqueo (Fevereiro-Março)

Menciono que é um excesso de proteínas, devido a la informação recolhida durante muitos anos e provenientes de diferentes canaricultores, que comentaram ao autor que lhes davam biscoito tradicional ou elaborado comercialmente e aos que lhes adicionavam proteína e vitaminas, que na época de temperaturas baixas é correcto, mas não deve ser a mesma para os meses quentes.

O excesso produz-se porque da-se-lhes aos exemplares a mesma alimentação no inverno que no verão .

As proteínas acumulam-se e devido a que seu organismo não as consome sucede que de alguma forma tem que libertar, observando muitas vezes umas crostas nos dedos, que se colocarmos o exemplar ao ar livre, damos-lhe só agua e alpiste, o canário  salva-se e não morre. Em alguns casos temos referências que tanto o dedo como a unha não o perdem. Há canaricultores que curam essas cristas/crostas externamente, mas não tem em conta que no seu interior fica a infecção.
Se num exemplar uma crosta sai por dentro da traqueia, essa crosta aumenta e que produz é uma  asfixia parcial até que bloqueia a sua respiração totalmente (boqueo). A este canário não se  pode salvar com antibióticos ou outros remédios já que o grano por natureza cresce e o asfixia e ao tentar dar-lhe algum remédio, como este não pode tragar afoga-se e morre.
Sobre alimentação: baseia-se em tudo o que foi mencionado anteriormente que é a má alimentação nos meses quentes, considerando que não é o único que pode prejudicar a criação dos nossos exemplares, também há que ter em conta as seguintes condições normais para a boa manutenção do plantel, que será apresentada abaixo.  
Baseando-nos numa escala de 30 dias, temos durante todo o mês uma alimentação de semente e agua aos 100%, logo encontramos uma percentagem de 33% em higiene, baseando-se numa limpeza cada 2 dias.A Respeito a estar superpovoado temos 6 exemplares por metro cúbico como máximo. Se colocamos 1 ou 2 exemplares mais por metro cúbico, produz-se um superpovoamento.
Se um aviário tem 5x3x3 mts. = 45 mts cúbicos, teremos uma capacidade de 270 exemplares com crias incluídas (se saírem uma media de 3).
Para ter este aviário temos que colocar 50 casais em criação , e assim obtemos 150 crias, estando no limite normal destas dimensões.

Mas nós nestas dimensões colocamos 100 gaiolas em criação. Se utilizamos o mesmo conceito que o anterior teremos 500 exemplares no aviário e por conseguinte a população aumentará ao 12 exemplares por metro cúbico, em vez de 6 exemplares, elevando-se ao dobro do exposto, onde aparecerá a falta de oxigénio e o ar estará viciado, começando assim os riscos de excesso de população super .

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Humidade : aproximadamente entre 50% a 70% seria a adequada para a época de criação. Se temos escassa humidade haverá problemas com os ovos que estão em incubação, pois estes perdem humidade e a câmara de ar aumenta seu volume e desloca-se para o embrião um lado do ovo até asfixia-lo, isto ocorre a partir do décimo dia de incubação. 
Além disso um ambiente muito seco favorece ao desenvolvimento dos vírus. Uma alta percentagem de humidade, resulta prejudicial já que no aviário aparecerão fungos, aumentaram as bactérias,terão mais parasitas, etc.

Para os aviários que não são de planta baixo por não ter tanta humidade recomenda-se com um borrifador para  molhar os ovos, ou bem fabricar vapor, colocando um recipiente com agua fazendo-a ferver e procurando ter o ambiente ventilado.


Temperatura : temos uma percentagem entre 25º a 35º que é o aconselhável para lograr o clima perfeito, caso contrário poderiam apresentar  inconvenientes, pois o excesso de temperatura modifica o meio ambiente, isto podemos-o modificar aumentando a ventilação.


Ventilação : É a ventilação de um aviário “ar puro”, com um percentagem mínima de troca total de ar cada 20 minutos, ou salvo que tenhamos uma ventilação permanente, caso contrario temos superpopulação. A falta de oxigénio e uma elevada temperatura fazem subir as bactérias, os fungos e  nos descontrola-nos  o aviário .
Ao aparecer tudo isto, começamos a dar-lhes antibióticos e podemos notar que se descontrola de tal forma que começam a morrer os exemplares. Para evitar todo isto devemos recrear o clima novamente e retirar os exemplares mais doentes para outro sitio.

Alimentação de papa  : é suficiente fornecer nesta época de repouso, que será suficiente com um copo pequeno por exemplar, uma ou duas vezes por semana, na época de criação deve-se dar a quantidade necessária todos os dias. 
Bactérias : aqui a percentagem não se relaciona com as que tem o exemplar dentro de seu organismo. Devem sempre apresentar uma percentagem maior que a dos antibióticos a administrar porque se os valores de antibióticos superam ao das bactérias, matamos a vida e o exemplar não reproduz.
Relacionamos aos antibióticos com anti-vida (das bactérias).

Caso contrario é o dos probióticos, que são os estimuladores das bactérias.
O ponto de vista do autor  é que nunca se deve dar antibióticos salvo em casos necessários e pontuais.
O uso abusivo de antibióticos, produz bactérias cada vez mais resistentes a estes, não resultando efectivos ao administra-los. Recordamos que os antibióticos não são vacinas, não previnem doenças infecciosas, só as tratam. 

Administrar preventivamente antibióticos, não resulta e é ineficaz, senão também prejudicial, aumentando assim a margem de erro , já que muitas vezes não o necessitam e obstaculizamos o verdadeiro quadro de doença.

Há  canaricultores utilizam-o sistematicamente e não tem problemas, mas o que não alcançam a descobrir que tem uma superlotação isto é excesso de canários no aviário e que se não o combatem com antibióticos morrem-se  os exemplares.

Tem um desequilíbrio de bactérias, fungos, etc. e devem equilibrar-lo com os antibióticos. Nem todos os canaricultores pode diagnosticar este problema.

Devem ter em conta que nem todos os aviários são iguais já que um canaril com um meio ambiente normal não apresentará problema algum, salvo em casos particulares onde se deve administrar doses de antibióticos para tratamento do exemplar doente.

Tanto a orientação, como a localização (em piso térreo  ou primeiro andar ), a limpeza e a humidade, são factores que se devem tratar de manter um aviário, para assim ter um equilíbrio perfeito.


Não resulta o mesmo criar um exemplar em San Juan, Salta, Bs. como., ou Mar de prata , porque os climas variam segundo os meses e a região.
Por isso devem adaptar esta nota ao lugar da zona em que se encontram.
Controlo parasitário ( interno ): como mínimo desparasitar-los uma vez ao ano, que normalmente é quando regressamos dos concursos campeonato.

Quando um exemplar tem parasitas estes alojam-se em diferentes lugares do mesmo, mas ao eliminarmos levam uma porção de tecido animal.
Lá temos que administrar algum tipo de pro-biótico para recompor a flora intestinal. 

Controlo parasitário (externo): Neste caso deve-se administrar aos exemplares com uma gota de IVOMEC ao bico e 5 partes de PROPIRENGLICOL misturados, que você  pode administrar com um hisopo na coxa ou rabadilha, que ao deitar suavemente entra o medicamento para a corrente sanguínea. Com isto evitaremos piolhos na criação, piolhos de pena e as tradicionais escamas nas patas. 
Temos que tomar a precaução de realizar este tratamento depois do período dos campeonatos, já que ao estar exposto os nossos exemplares podem regressar infectados.

Este processo  deve-se realizar a todos os exemplares se for em dias contrários poderiam não fazer efeito,  já que se trazemos um exemplar de outro local, todo o trabalho será em vão  porque a vacina tem um poder residual de 72 horas.


Proteínas : Em épocas de repouso só uns 15% do contrario teremos um excesso de proteínas que é que a causa de muitos problemas para o plantel.

Na época de criação para canários até aos 18% de proteínas .

Descontrolo 
Alimentação : agua e semente, que senão as trocamos  todos os dias deterioram-se e sujam produzindo stress por falta de agua e micoses por sementes podres.

Higiene : Se a limpeza do canaril é 2 vezes por cada 10 dias notaremos um leve descontrolo ao que o sumamos a excessiva humidade, os fungos, as bactérias que proliferam e a superlotação que resulta é prejudicial.

Superlotação  : se colocarmos mais exemplares do que realmente deve-se, produziremos uma superlotação; 18 exemplares por metro cúbico produz superlotação e com a excessiva humidade que produzem no meio ambiente declinará.

Alimentação  : como já dissemos na época de repouso é suficiente com uns 15 % de proteínas administrado 3 vezes por semana. Se excedemos a percentagem de proteínas e a frequência da mesma, produzirá-se um excesso proteico que produzirá, seguramente, ácido úrico o qual provocará crostas nas articulações e outro males.

Bactérias : Quando estes aumentam por distintos factores já vistos, é necessário a administração de antibióticos, mas ¿quem disse até quando e quais?
O canaril  que tem um foco de infecção devem administrar doses de antibióticos, o que distorce o meio ambiente do canaril. Só devemos recorrer aos antibióticos respeitando o anteriormente dito e receitados por profissionais.


Controlo parasitário : Alguns dão todos os meses anti-parasitários e antibióticos deduzindo que há um problema no aviário, mas realmente não se sabem se é necessário a administração  de ambos medicamentos. 
Mas pensamos no que estamos falhando e asesorémo nos com alguma pessoa idónea.

Proteínas : No inverno e na época de criação estes podem chegar até ao 18% e no verão não só há que dar-lhes os 10% que é suficiente, com o que evitaríamos inconvenientes no canaril. Evidentemente qualquer destes factores ao variar, produzem um efeito cascata donde que descontrola-nos todo o plantel.

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GENÉTICA:Respeito ao item de genética  o autor não fará referência aos cruzamentos sistemáticos em si , só tratará sobre a genética que todo o canaricultor deve saber primordialmente, que é a observação dos exemplares que não rende as condições desejadas: se uns canários que fenotípicamente são muito bons e os filhos saem  com tara ou defeitos há que saber detectar que dos dois é o problema, (trocando-o com distintos casais ).
Isso seria a genética que todos devemos interpretar ao colocar os canários em criação “a observação” e “ os resultados” para assim detectar estes defeitos.

1º) A selecção dos machos e as fêmeas  que vão ser acasalados (acasalamento), o macho sem duvida deve ser um exemplar que pelo  seu canto, tenha demonstrado ser herdeiro de una extraordinária seringe mas além disso pela variedade do seu canto, haver herdado igualmente um cérebro com um bom desenvolvimento da área cerebral do canto.
Se é importante a selecção do macho é por igual ao da fêmea, já que contribuirá com um 50 % da transferência hereditária de um bom canto. 

Como a fêmea não canta a transferência hereditária deve assumir-se, da qualidade de canto do seu pai, de maneira pois, que a selecção das fêmeas fará-se-a  pelo  conhecimento que se tenha da qualidade de canto do seu progenitor .

É motivo de desqualificação a presença de olhos vermelhos, penas frisadas ou a presença de factor vermelho. Não são motivo de desqualificação, ou popa , ou la cola em forma de abanico que apresentam alguns exemplares

2 º) Saúde : quando incorporamos exemplares, devemos observar a saúde porque exemplares sãos no seu fenotipo podem procriar filhos doentes genotípicamente, exemplos: intestinal, respiratório, (fígado). Isto pode-se detectar observando no exemplar, uma mancha negra ou cinzenta escura no abdómen ( fígado alargado).
Não deve apresentar doenças nas vias respiratórias, para isso deve auscultar-se aproximando o peito do canário ao ouvido se apresentar assobios ou som crepitantes (ruído crepitante, semelhante ao que produz-se ao torcer-se o cabelo) o exemplar deve ser separado. verificar-se de que não apresente defeito ou doenças no bico.
Tamanho-Proporção e Forma.
Considerará-se muito bom o exemplar que tendo uma longitude de aproximadamente de 13 a 15 cm. presente as seguintes características:
Cabeça: redonda, grande, bico curto, cónico com base grande, olhos vivos e brilhantes, localizado na linha imaginaria do fecho do bico.
Cuello proporcionado ao largo do corpo.
DORSO: largo, deve formar um único bloque com as asas, que devem apoiar-se natural e simetricamente sobre a base da cola. Visto de perfil deve formar uma linha quase recta com o pescoço e da cola.
COLA: em sua justa medida, relacionada com o corpo, nem curta nem larga.
PATAS: devem ser fortes e robustas, em sua justa medida, com dedos fortes e seguros no agarrar o poleiro.
PEITO: visto de perfil deve ser redondeado e visto de frente, largura.
IMPRESSÃO GERAL:
Neste ponto envolve-se as condições de higiene e saúde do exemplar e em suma  todos os demais considerando que formam em conjunto a la unidade estética do canário.
Dará certamente óptima impressão o canário que além de ser perfeito , e se apresente perfeitamente limpo e saudável .
Uma vez observado estes itens, procederemos a colocar em criação os nossos exemplares.
De tudo isto, comparando e analizando o autor chegou à conclusão que não se deve subministrar antibióticos indiscriminadamente e que há que adaptar-se às condições climáticas do lugar que temos.
Cada criador deverá adoptar isto ao seu meio ambiente e corrigir aquilo que o clima do seu lugar requeira.
Autor :JUAN ANTONIO MESSINA
Juez de F.A.C.

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